Somos infinitos à medida que perpetuamos nossos passos na história - individual ou coletivamente. Infinitos enquanto imaginamos que escafandristas de qualquer espécie um dia serão capazes de encontrar vestígios de quem - por dominar a técnica de violentar a própria natureza - auto-destruiu-se. Infinitos enquanto temos a dádiva mental de elaborar hipóteses de fuga ou retardo do nosso fim.
Portanto, pessoalmente infinitos - dado que o tamanho de cada infinito é absolutamente particular.
E é poder de cada indivíduo optar pelo que lhe cabe. Ou ainda, pelo que cabe em si.
Cada qual tem o direito - e a possibilidade, por mais ínfima que seja - da escolha da extensão de seu infinito. É esta que determina a grandeza de sua finitude.
Aqueles cujas escolhas trouxeram os maiores - e/ou melhores - infinitos são os que fizeram da sua finitude o máximo aproveitamento de suas chances. São os que não se deixaram lograr por um potencial biótico ideal e tampouco pela mediocridade d’um crescimento real.
(Pois que “real” nada mais é do que um limite incutido em cada mente!)
Deste modo, vivemos num movimento confuso porém não definitivamente paradoxal: aquele em que o máximo aproveitamento das finitudes leva a seu esgotamento. Assim, paulatinamente, conduzindo-nos a nosso infinito particular.
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